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Evento será realizado nesta sexta, 25, às 16 horas pelo Google Meet



A convite da Secretaria de Assistência Social dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM), a ouvidora-geral da Defensoria Pública do Acre, Solene Costa, apresenta o painel Corredor migratório na perspectiva de gênero durante o webinário Migração e direitos humanos nas fronteiras acreanas: antigos e novos dilemas e os impactos da pandemia, nesta sexta-feira, 25.

Nesta sexta-feira, 25, é lembrado o Dia Nacional do Migrante  
Arte: Secom DPE/AC

 

O evento tem como anfitriã a secretária de Assistência Social do Estado, Ana Paula Lima. Como mediadora está a professora doutora Letícia Mamed, pesquisadora da Universidade Federal do Acre e coordenadora do Grupo de Pesquisa Mundos do Trabalho na Amazônia. 

 

O segundo painel do webinar, Desafios da Mobilidade Warao em tempos de Pandemia: alguns exemplos, será desenvolvido pelo antropólogo Daniel Belik, que possui experiência com povos indígenas da região amazônica.

 

O estado do Acre, por fazer parte da região de tríplice fronteira, é rota de refugiados e migrantes. O maior fluxo de entrada de pessoas nestas condições ocorreu no período entre 2010 e 2016, especialmente provenientes de países da América Central, como o Haiti, e da África. Muitos deles entram a partir da fronteira do Peru como Brasil, pela cidade de Assis Brasil (Acre). 

 

Para a ouvidora-geral da Defensoria Pública do Acre, Solene Costa, por ser o Acre um corredor migratório para quem entra e sai do país, deve-se avançar na criação de políticas públicas locais visando o planejamento de médio e longo prazo. “A necessidade ficou evidente durante a pandemia com o fechamento das fronteiras. Essa realidade deve ser analisada com cautela, para que haja o acolhimento dos refugiados e migrantes conforme suas especificidades, de acordo com sua cultura e identidade e nas clivagens de raça/etnia, gênero e questões econômicas”, avalia a ouvidora.

A ouvidora-geral Solene Costa representa  Defensoria Pública no webinar  sobre migração e dreitos humanos Foto: Arquivo DPE/AC

 

No terceiro momento da videoconferência, a cubana Hany Cruz, técnica de referência do Abrigo Estadual de Migrantes-Centro Dia e Abril Curvelo, artista venezuelana, contam sua experiência e trajetória em depoimento sobre a rota migratória, que incluem os perigos, as dificuldades e a rede de solidariedade que se forma ao longo da caminho. 


O evento é uma realização da Departamento de Proteção dos Direitos Humanos da SEASDHM com apoio da Defensoria Pública do Acre (DPE/AC), Universidade Federal do Acre (Ufac), Universidade Federal de Rondônia (Unir) e migrantes/refugiados.

Aberto ao público, o seminário pode ser acompanhado pelo Google Meet, por meio do link:  https://meet.google.com/mhm-npdt-sor .